A soberana fúria campeã do mundo de 2010

Sempre frequentou a lista dos favoritos em campeonatos de seleções, mesmo sem ter ganhado nada até então. Essa era a Espanha, que só passou a ser “fúria”, de fato, a partir de 2008, quando foi campeã da Eurocopa, disputada na Áustria e Suiça, respectivamente.

O criticado Luis Aragonés era o técnico da seleção. As maiores reivindicações da torcida e dos jornalistas espanhóis era que o time abusava da “enceradeira”. Tocava, tocava, tocava e… tocava. Mas quem falou que futebol precisa ser 100% agressivo e massacrante? No fim das contas, a Espanha venceu a melhor e mais preparada seleção da Alemanha, que tinha uma mescla de jovens jogadores em ascensão e craques consagrados. No fim da Eurocopa, Aragonés deixou o cargo alegando que “não me queriam aqui antes da Eurocopa. Então agora, sendo campeão, eu não quero ficar.”

Pois bem, chega a vez de Vicente del Bosque ser o selecionador espanhol. Aí começa, definitivamente, a hegemonia absoluta da fúria. Como bem observou na Eurocopa de 2008, a Espanha tinha em sua qualidade absoluta o toque de bola e a manutenção da posse da mesma. Então por que não fazer disso uma caracteristica marcante do seu time? Foi o que del Bosque fez. Com o auge absoluto vivido por seu meio campo, o treinador baseou toda sua força na zona central do campo, tendo Xabi Alonso, Busquets, Xavi e Iniesta como espinha dorsal. Por outro lado, Fernando Torres, o herói da Eurocopa, vivia péssimo momento, fazendo o time jogar sem um centroavante de ofício. Pedro e Fábregas, por vezes, faziam a função de último jogador de frente, ou o “falso 9”.

Na primeira formação, a Espanha definitivamente jogou sem atacante. Villa fazia a função terminal e obteve sucesso quando jogou assim, sendo a referência ofensiva.

Como cada jogo é um adversário diferente, algumas seleções da Copa do Mundo obrigaram a Espanha a alterar seu modo de jogar e, sendo assim, Fernando Torres e Llorente passaram a ser selecionáveis.

Com outro jeito de jogar, Iniesta passou a atuar mais aberto, abrindo espaço para Fernando Torres/Llorente, que jogavam mais centralizados. Villa passou a ter mais funções táticas, tendo mais um papel de “garçom”.

Variadas opções impediam qualquer queda de rendimento da Espanha. Após a derrota na estréia, por 0-1, contra a Suiça, na qual foram parados por uma retranca invejável, a fúria venceu seus 6 jogos restantes, incluindo a final, contra a Holanda.

O que era uma crítica, hoje já é algo inquestionável. A Espanha tem em seu toque de bola a sua melhor qualidade e não deve, jamais, deixar de usar suas principais características pra agradar setores da imprensa.

Aliás, além da ganhar a Eurocopa de 2008 e a Copa do Mundo de 2010, a Espanha também foi campeã da Eurocopa de 2012, feito inédito em toda a história do futebol. Essa é, sem dúvida, uma das maiores seleções de futebol de todos os tempos.

(Por Edilson Salgueiro Júnior).

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Respeitem o futebol e suas variadas formas de joga-lo

Olá, caros! Ontem tive problemas de conectividade e não consegui enviar o texto. Sendo assim, passamos para hoje.

Pois bem, vamos falar de futebol?

Alguns surtos tomaram conta do futebol mundial nos últimos tempos. Inclusive alguns treinadores idealistas demais aderiram ao “futebol do momento”.
Recentemente, Pep Guardiola, sua comissão técnica e jogadores fizeram um dos melhores e mais belos times de futebol dos últimos 40 anos. Um Barcelona que jogava o fino da bola. A espinha dorsal do time tinha na defesa a estatura e o ótimo posicionamento de Piqué e a liderança de Carles Puyol; um meio campo formado por, talvez, os melhores jogadores da posição: Xavi e Iniesta. Além da referência ofensiva total e concentrada em Lionel Messi, melhor jogador do século.
Sem contar com Abidal e Daniel Alves servindo como suportes para a manutenção da posse de bola, a aplicação tática e bom passe de Busquets e, na parte terminal, David Villa e Pedro, pontuais jogadores para o esquema catalão.

Tudo isso pra dizer que o foco do post não é o Barcelona.

Sim, esse time foi campeão da Liga dos Campeões por 2 vezes em 4 anos. E vocês lembram pra quais times e sistemas de jogo que esse espetacular time perdeu seu reinado? Pois é, a escorraçada e mal vista retranca. Mas esperem. Quem disse que o futebol do Barcelona é o certo e os de Internazionale e Chelsea são errados? É futebol ou teatro? Enfim, o futebol é o que é não só pelo futebol do Barcelona. Mas também pela inovação tática (ainda na década de 70) feita por Rinus Michels e sua laranja mecânica. Indo mais longe, pelo gênio Karl Rappan e seu ferrolho suiço, em 1938. E por que não falar dos campeões da europa Internazionale e Chelsea? O sistema de jogo e aplicação tática de ambos foram tão eficientes e campeões quanto o do mágico Barcelona. Quem não se impressionou com Eto’o virando lateral esquerdo numa semi final de Liga dos campeões é porque não gosta de futebol, gosta de ballet.

O futebol é muito maior do que o “jogo bonito” ou “jogo feio”. A Holanda de 74 vencendo por 5-0 um jogo com 11 jogadores pressionando e marcando na área adversária e tendo 80% de posse de bola é tão mágico quanto o Sunderland, jogando com 11 jogadores na linha da grande área defensiva e vencendo o Manchester United, em Old Trafford, por 0-1, com gol contra. Qual a diferença? Ambos venceram e fizemos o objetivo do jogo: ganhar.

Isso é o futebol, amigos.

Jornalistas, treinadores e principalmente jogadores preguiçosos devem respeitar o maior evento do mundo. O jornalista precisa entender que não precisa um jogo ter o placar de 4-4 pra ser bom. O treinador deve saber que ele não tem uma máquina de gols na mão, tem um grupo de jogadores que precisa ser encaixado conforme o perfil de seus melhores atletas. O jornalista precisa saber que o Atlético Goianiense não é o Real Madrid, e por isso não joga com linha de 4 ofensiva. O jogador tem que ter a mínima noção tática. Ele precisa marcar e ocupar espaço em campo, mesmo sendo atacante.

O esporte mais fascinante do mundo precisa ser mais respeitado, principalmente pelos que “o amam”. Precisamos pensar se realmente gostamos de futebol. Talvez grande parte da população prefira um teatro, em londres, onde tudo é bonito e bem visto.

Eu acho que prefiro o futebol.

(Por Edilson Salgueiro Júnior).

A globalização no futebol

A globalização sempre foi um assunto que muito chamou minha atenção. O que me era mais interessante na minha visão superficial do tema, era o encurtamento das distâncias e não a ausência de fronteiras, como alguns queriam. É lógico que sou totalmente a favor da valorização e respeito a cada tipo de cultura, e pelo que entendia, não era esse o real objetivo da globalização mundial. Mas entendo também, que a polêmica em torno deste assunto é muito grande, assim como a dificuldade disso acontecer no mundo normal. Mas o que isso tem a ver com o tema desse texto? A seguir vocês entenderão onde quero chegar.

Bom, já que a implantação de um mundo (real) globalizado é tão difícil, acredito eu – e até me importo mais – que um teste poderia ser feito no nosso mundo paralelo que é o do futebol. Se temos uma organização soberana e todas as outras continentais têm de se curvar a ela, por que não tomar como modelo os exemplos de sucesso no futebol? Como disse na introdução sobre o significado mais óbvio de globalização: não precisa desrespeitar a cultura e o modo de tocar o barco alheio, mas implantar com argumentos e fatos provando que o melhor é ter um futebol nos moldes do inglês e alemão – hoje as duas ligas mais rentáveis do planeta.

Já vivi o bastante pra ver, ouvir e ler as muitas queixas de todos os lados em relação ao poderio europeu pra tirar jogadores dos continentes mais pobres. Aliás, o famoso “mundo árabe” seguido pelo futebol asiático (Japão, Coréia e hoje, até a China, que banca um dos 5 maiores salários do esporte), têm mais poder aquisitivo do que o Brasil. Embora a economia do futebol brasileiro tenha aumentado demais dos últimos 2 anos pra cá, e o povo, pegando carona na opinião (?) dos jornalistas, se orgulhe de afirmar que os “craques estão voltando” pro país. Craque em final de carreira, pra mim, não conta ponto positivo.

O que importa é que os clubes fazem loucuras pra trazer de volta esses jogadores com idade avançada, apresentam-nos com status de estrelas, fazem jogadas de marketing, mas no final sobram as dívidas de clubes desorganizados. Podemos mencionar o Corinthians como clube que mais se profissionalizou no país. São Paulo, Internacional, Grêmio e Fluminense também contam com uma gestão financeira mais organizada. E não estou falando apenas de não atrasar salários.
Isso até um clube pequeno faz.

A grande mudança sugerida por este interlocutor, está nos bastidores. Está na organização de uma liga com recursos financeiros mais bem divididos e até nas regras do campeonato. Acho um absurdo, por exemplo, uma liga com 38 jogos suspender um jogador por 3 cartões amarelos recebidos. Se for levar em conta o critério de distribuição desses cartões pela arbitragem do país, então… Esse é só mais um exemplo do que pode ser melhorado. Profissionalizar árbitros, bem como treiná-los de uma maneira digna e responsável. Modo de julgamento de atitudes anti-desportivas mais justas e eficazes. Acabar com o tal “efeito suspensivo” que só faz beneficiar o infrator. Pra mim, são apenas poucos dos exemplos do que se pode mudar, tomando como base os conceitos do futebol de sucesso.

Mas o principal, o carro-chefe da mudança, é sem dúvida alguma a do calendário. Globalizar o calendário é o passo pioneiro pra o futebol de um continente começar a se equiparar com outro. Voltando ao início do texto, não estou falando em passar por cima da cultura brasileira. Apenas sugiro isso pra que o futebol brasileiro comece a ganhar contornos de futebol organizado. Como fez a Rússia, que também tinha seu calendário “solar”. Mas se viu obrigada a melhorar. Participando ativamente da janela de transferências como todas as principais ligas européias. Aliás, esse é outro ponto: por que não, regras GERAIS para os mercados de transferências? Por que no futebol brasileiro, somos obrigados a aturar negociações como essa de Ganso? Onde os clubes interessados negociam primeiro com o jogador, pra depois com o clube dono de seu passe? O que também me lembra que só aqui temos empresários donos de passe de jogadores, bem como empresas, grupos de investidores e etc. Por quê?

Por que será que a FIFA não intercede e cria regras mundiais pro futebol em geral? Por que apenas as leis para casos de doping são globais? O futebol também merece uma atenção especial. Não dá pra ser só na Copa que o mundo compartilhe da mesma idéia. Para muitos isso é apenas um puxa-saquismo exagerado ao futebol europeu. Pra mim, é uma forma de querer ser melhor. Não se trata de imitar a cultura deles. Se trata de tomar o que eles têm de melhor como exemplo.

(Por Lucho).

O verão europeu

Não sei dizer se isso é uma regra pra todos os amantes do futebol, mas pra esse que vos escreve, o período que vai do final de uma temporada e adentra o início de uma outra é um dos mais interessantes do futebol.
Mais precisamente falando, este período que vai do 1º dia do mês de junho
até o último do mês de agosto, e se chama Janela de Transferências de Verão.
Claro, não é tão legal como as retas finais dos torneios, mas também nos faz criar
expectativa sobre suas mudanças.

Depois de alguns anos sem muita mudança drástica, tivemos um período bastante movimentado nessa janela. Considero que a última janela tão interessante quanto essa foi a de 09-10, quando Florentino Pérez trouxe de volta a era galática ao Real Madrid, com as chegadas de Kaká e Cristiano Ronaldo. Passamos duas janelas sem negócios muito chamativos, e esse ano tivemos transações bombásticas. Daquelas que despertam ira e empolgação com a mesma intensidade.

Vamos analisar as principais por país.

– Inglaterra

Não há dúvidas que a contratação de Robin van Persie foi a negociação mais polêmica,
não só deste mercado, como dos últimos anos. Além de ter sido artilheiro da maior liga do mundo na temporada anterior, van Persie era o craque e capitão do Arsenal. Eram 8 temporadas com a tradicional camisa Gunner. Mas a falta de ambição de Wenger – sempre com mercados muito modestos – fizeram o jogador preferir títulos à idolatria da maior torcida de Londres. No United, ele sabe que sua possibilidade de conquistar troféus é muito maior, e não hesitou em ir pra um dos maiores rivais do clube londrino. Resultado: milhões de protestos pelo mundo e uma fama que poucos aceitam
ter. Por isso mesmo, a ótima chegada do melhor jogador das últimas Bundesligas, o japonês Shinji Kagawa à Old Traford ficou em segundo plano.

Mas o mercado inglês não ficou resumido à ida de Van Persie para o Manchester United. Contratações pontuais para os candidatos ao título também foram firmadas. O City, atual campeão e com ambições ainda maiores, foi estranhamente tímido – o que irritou Roberto Mancini – mas quando se mexeu, foi certeiro: Rodwell, capitão das seleções de base do English Team e ótima revelação do Everton chegou para fazer sombra ao experiente Gareth Barry. Enquanto um dos destaques da ótima campanha do Swansea
na temporada passada, Scott Sinclair, também desembarcou no City of Manchester Stadium pra substituir Silva ou Nasri, eventualmente. No apagar das luzes, Javi García, volante do Benfica e Maicon, da Inter, chegaram ao clube que teve poucas perdas lamentadas nessa janela. Manteve a base e vai brigar também pela Champions
League.

Falando no torneio, o atual campeão continental também foi bem no mercado. Inclusive venceu disputa com Man Utd e City por bons reforços que, de quebra, renovaram seu envelhecido elenco. Drogba foi a perda mais significativa, mas foi bem reposta por Hazard – melhor jogador das últimas edições da Ligue 1 – e o meia brasileiro Oscar, titular da atual seleção brasileira e que herdou a lendária camisa 11 do ídolo marfinense. Se juntam a Azpilicueta para fortalecer e diminuir a média de idade dos Blues.
Lembrando que o clube também perdeu Salomon Kalou (Lille-FRA), Raúl Meireles (Fenerbahçe-TUR) e Essien (Real Madrid-ESP), jogadores que já figuraram muito tempo entre os titulares de Stamford Bridge.

Já Arsenal e Liverpool tentam se reerguer das fracas últimas campanhas. Arsenal já havia se mexido bem (pros seus padrões) e trazido o artilheiro do Francesão, o francês Olivier Giroud, do Montpellier, campeão da L1; assim como já estava acertado com Lukas Podolski, que enfim, aceitou sair do Köln depois de ver seu clube de coração cair para a 2ª divisão alemã. Duas belas contratações, que foram somadas à melhor delas: a chegada de Santiago Cazorla, do empobrecido Málaga-ESP. O espanhol tem sido
o destaque do time nesses primeiros meses de vida pós-van Persie. Já o Liverpool amarga o pior início de temporada de sua história. Trouxe o treinador do Swansea, surpresa da última Premier League, Brendan Rodgers, mas que ainda não conseguiu implantar seu estilo em Anfield. Apesar de ter feito mercado sem grandes contratações, fechou negócios que condizem com o perfil de quem quer voltar a figurar entre os grandes. Contratações boas e boratas, como o atacante Borini (ex Roma-ITA) que pode fazer boa parceria com Suárez; e o ótimo meia turco Nuri Sahín, que despontou no Dortmund mas não teve oportunidades no Real Madrid.
Além disso, conta com as voltas de Joe Cole depois de empréstimo ao futebol francês, mas ainda deposita sua confiança no que seu ídolo máximo e capitão Steven Gerrard ainda pode fazer. Muito pouco pra história dos Reds.

E o clube que mais se reforçou nessa janela do futebol inglês, o Tottenham, tenta construir novos horizontes com perdas tão importantes quanto chegadas. Saíram, um atrás do outro, primeiro o técnico Harry Redknapp, depois Modric, que forçou até o fim sua saída para o Real Madrid e por último van der Vaart.
Três dos maiores responsáveis pelas duas campanhas que puseram os Spurs na zona da UCL – o Big Four – do campeonato inglês. Só ficou Gareth Bale, craque do time e que resistiu às investidas dos rivais graças a um contratado melhorado pelo mandatário do clube de White Hart Lane. Chegaram Verthongen, Sigurdsson, Dembélé, Dempsey e Lloris. Todos eles terão funções importantíssimas que são de substituir jogadoresimportantes no desmanche do Tottenham. Mas que é importante lembrar: será um novo time que André Villas-Boas terá a missão de montar.

Outros negócios de destaque foram a chegada do goleiro Júlio César ao QPR depois de quase uma década e muita história pela Internazionale. Além da volta de Berbatov a Londres, só que agora para defender o Fulham. Lembrando que Berba chegou a acertar sua ida à Fiorentina, mas desistiu no meio da viagem, o que gerou constrangimento entre as partes e muita ira em Florenza.

– ESPANHA

Como sempre, os destaques na Espanha ficam por conta de Real Madrid ou Barcelona. Pelo lado da capital, como sempre o gasto é maior. E Luka Modric encabeça a lista das contratações mais caras da temporada. Chegou junto com Essien pra aumentar mais ainda a novela da saída de Kaká do clube. Apenas Granero e Sahín deixaram os merengues, nada que faça falta com essas chegadas.

Já o Barcelona, como de costume, não perde muita coisa e sempre vai repondo e tentando consertar seus defeitos.
Song, 7º jogador a ir do Arsenal à Catalunha na história, chega para brigar diretamente com Sérgio Busquets. Além dele, Jordi Alba chega para disputar com Adriano a lateral-esquerda, com a leve vantagem de ser titular da seleção e ter muito entrosamento com os craques espanhóis do time.

Outro destaque vai pro Málaga, que perdeu seu investidor do dia pra noite, e literalmente desmontou sua equipe.
Vendeu quem pôde e trouxe jogadores que pra muitos já não têm lenha pra queimar. Saviola e Roque Santa Cruz chegaram pra comandar o ataque do clube comandado pelo chileno Manuel Pellegrini.

– ALEMANHA

O atual campeão já começou bem a temporada com seu maior reforço. Marco Reus foi anunciado mesmo antes da temporada acabar, como maior contratação da história do BVB. A saída de Kagawa era questão de tempo, e repuseram bem.
Fora essas duas mudanças, chegou a haver um princípio de imbróglio entre o clube e seu artilheiro Lewandowski depois do anúncio de interesse de alguns clubes. Mas o tempo passou e a coisa esfriou.

O Bayern, disposto a encerrar o começo de hegemonia do Dortmund, se mexeu e foi cirúrgico. Trouxe o ótimo centro-avante croata Mandzukic, que já vai fazendo seus gols na ausência de Mário Gomez e parece já ter entrosamento suficiente com Ribéry, Robben, Müller e cia. Trouxe também o bom zagueiro Dante, que fez ótimas temporadas com o Gladbach e chega pra ser titular da contestada defesa dos bávaros.
De quebra, fez a maior contratação da história do futebol alemão: Javi Martínez, pérola basca, fez o que podia pra sair do Atlethic. Com muitos interessados, preferiu o Bayern e chega com moral pra fazer dupla com o sensacional Schweinsteiger. Pode jogar na zaga também, o que dá um trunfo a mais para Jüpp Heinckes. Destaque também pra saída de Raúl do Schalke e a volta de Diego ao Wolfsburg, depois de muita confusão com Felix Magäth.

– ITÁLIA

O futebol italiano vive a decadência financeira que o faz perder a cada dia índice no ranking da UEFA.
Pra piorar, os maiores clubes não conseguem disputar mais as grandes contratações com ingleses, espanhóis e alemães. As atenções dos jogadores agora estão voltadas a esses pólos e aos novos ricos de ligas menores.

Dentro desse contexto, Milan, Internazionale e Roma se reforçaram como puderam. Mas todos eles com mais perdas importantes do que chegadas. Na Inter, além do destaque do gol da Udinese, o sérvio Handanovic,Cassano, Palacio e Coutinho – voltando de empréstimo – tentam dar novo ritmo ao clube. Stramaccioni foi mantido no cargo e a expectativa é que o clube volte à Liga dos Campeões, que só conta com 3 vagas para a Série A italiana.
Ídolos como Maicon e Júlio César já saíram de graça(!) devido aos seus altos salários.

O Milan é outro que gigante que tem seu pior começo de temporada. Ainda não venceu, nem no Calcio e nem na UCL.
Com as perdas que teve (Ibrahimovic, Thiago Silva e Seedorf), além de quase nunca poder contar com Pato, e as contratações que o clube fez, sua meta é de no máximo continuar entre os clubes que vão à Champions ano que vem.
A responsabilidade ficou com Boateng, que virou o 10 do time, e Pazzini, que assume a vaga de Ibra. Ele foi trocado por Cassano com a Inter. Boján chega por empréstimo da Roma, pra reserva imediata do ataque.

A Juventus é o único italiano com mais poder aquisitivo no momento. Mas também não fez grandes, mas sim, pontuais contratações. Bendtner chegou pra ser o homem-referência que Conte queria. Pogba, revelação do Manchester United, chegou a Turim pra ser lançado aos poucos. Mas o destaque mesmo ficou por conta da punição ao técnico Antonio Conte por envolvimento com apostas, e claro, da saída anunciada de Alessandro Del Piero, lenda do clube que foi se aventurar no futebol australiano.

GERAL:

Curiosamente, os demais (e maiores) destaques da janela de transferências ficou a cargo das ligas “periféricas”.
O mais novo rico do futebol mundial, PSG, promoveu uma verdadeira limpeza de bons jogadores na Itália.
Ezequiel Lavezzi, do Napoli, além de Ibrahimovic e Thiago Silva, do Milan, foram para o time de Paris.
Há duas temporadas o time de Paris não vem medindo esforços para fazer seu time chegar ao nível dos grandes do futebol europeu.
Mais de 200 milhões de euros já foram gastos essa temporada. O que gerou polêmica entre dirigentes italianos que questionaram o uso do fair-play financeiro pelo clube francês.

Além disso, a maior contratação desta janela – além de maior contratação envolvendo um jogador brasileiro – foi feita pelo Zenit. O clube russo mexeu nos cofres e pagou os 50 milhões (que o Chelsea não quis pagar) ao Porto, pelos serviços do atacante Hulk. Bom reforço pra o clube que quer ir além do que já foi na Liga dos Campeões.

Esse foi um breve balanço do que aconteceu de mais interessante nesta janela. Obviamente alguma contratação ou saída foi esquecida. Mas conto com vocês pra apontar os erros e ajudarnos a corrigir. Abraço a todos e ótima temporada de futebol!

(Por Lucho).

Temporada tem cenário madridista

Real Madrid Club de Fútbol. Esse é o time para qual está desenhado, com contornos fortes, o grande e maior favoritismo para a temporada Européia 2012/2013. Se precisa de argumentação, o Teoria FC mostra, com convicção, o porque disso.

O clube da capital espanhola é comandado há 2 temporadas (iniciando a terceira agora) pelo até então treinador José Mourinho. Em sua primeira temporada, os madridistas não conseguiram bater o favorito e forte Barcelona de Pep Guardiola. Foram eliminados pelos catalães na Champions League (0-2 em pleno Santiago Bernabéu e 1-1 no Camp Nou), além de terem perdido o campeonato espanhol. Mesmo assim, o Real Madrid ainda conseguiu vence-los na final da “Copa do Rey”, por 1-0, gol de Cristiano Ronaldo. É muita coisa ? Não, mas é o começo da queda do trono catalão, visto que o Barcelona vencia a Liga havia 3 temporadas seguidas, além da Champions League (2 de 3 disputadas).

Na segunda temporada de “Special One” no comando merengue, o Real Madrid ganhou força. Reforçado, mais centrado e entrosado, o clube fez uma temporada muito melhor e ficou bem perto de conseguir o objetivo maior, que era ganhar a Champions League. O título do Liga espanhola veio com autoridade, tendo, em determinado momento, aberto 8 pontos para o maior rival e vice lider Barcelona. O “troco” veio na Copa del Rey, quando os catalães venceram num agregado de 4-3, eliminando o “mistão” do Real Madrid, que focara suas forças na competição continental do ano.

Usando o 4-2-3-1 habitual, com Khedira, Xabi Alonso, Dí Maria, Ozil, Ronaldo e Benzema, o Real Madrid parou no sempre forte Bayern de Munique, na semi final. Assim como o Barcelona, que parou no Chelsea, campeão da edição.

No primeiro revés para Mourinho/Real Madrid, Guardiola deixou o Barcelona. Mourinho ficou. O que o faz, juntamente com seu clube, serem os grandes favoritos a conquistas e títulos na temporada 2012/2013. Na Supercopa da Espanha, onde se enfrentam os campeões da Copa del Rey e da Liga espanhola da temporada anterior, o Real Madrid venceu o Barcelona, agora de Tito Vilanova.

Nessa janela de transferências chegaram Modric, armador, ex-Tottenham e o volante Essien, ex-Chelsea e de extrema confiança do treinador José Mourinho.

O técnico português nunca precisou de mais de 3 temporadas para vencer a Champions League e conseguir a hegemonia mundial com seus clubes, exceto no Chelsea, na qual não terminou uma delas, sendo demitido do cargo pelo dono do clube, Roman Abramovich.

Com mais opções, entrosamento, foco e a bagagem de 1 título espanhol, 1 Copa del Rey e 1 Supercopa da Espanha, todos diante de seu maior rival, o atual semi finalista da Champions League, Real Madrid, ganha força e é, sem dúvidas, um dos, se não o maior favorito aos títulos da atual temporada da Europa.

Eu vou esperar pra ver, e você ?

(Por Edilson Salgueiro Júnior).

Análise do movimentadíssimo mercado Europeu

A janela de transferências europeia foi encerrada nos seus principais ”centros” no dia 31 de Agosto. Campeonatos como o Russo ainda tiveram mais uma semana de janela. Aqui, trarei-lhes o que aconteceu de principal no badalado mercado europeu. Os grandes investimentos, as contratações baratas e inteligentes, os gastos bizarros e desnecessários, tudo de principal que se passou.

Começando pelo sempre movimentadíssimo mercado inglês, o Manchester City, atual campeão da Premier League, não gastou como de costume. A quantia gasta pelos Citizens não chega nem perto do que o clube já investiu em contratações nas temporadas recentes. O lateral-direito Maicon, ex-Internazionale, chegou no final da janela por um valor baixo, porém, não divulgado. Roberto Mancini acertou em cheio na contratação do ex-lateral da seleção Brasileira, pois adiciona qualidade e profundidade a uma posição que a equipe sempre teve alguns problemas. Maicon será um upgrade imenso em relação a Zabaleta e ao zagueiro que fazia a função na direita de forma improvisada, Micah Richards. A adaptação a liga deve ser rápida e ele deve ter sucesso, devido a sua força e características bem balanceadas de ataque e defesa.

O principal rival ao título do City também contratou muito bem. O Manchester United teve como principais chegadas a vinda do meia-atacante Shinji Kagawa, vindo do Borussia Dortmund e do matador Robin van Persie, que chegou do rival Arsenal. Kagawa deve se encaixar bem no esquema de Alex Ferguson, provavelmente vindo a atuar atrás de RVP, ou aberto pelas pontas. O japonês obteve muito destaque no Campeonato Alemão, onde foi uma das principais armas no bicampeonato do Borussia Dortmund. Sua agilidade e alta criatividade devem lhe tornar titular em breve nos Red Devils. A outra contratação dispensa comentários. O holandês van Persie tem absurdos 59 gols nas últimas duas temporadas, sendo 48 pela Premier League (30 na última, onde foi artilheiro isolado). Sua canhota e imensa habilidade de fazer gols com certeza serão bem-vindas em Old Trafford, onde ele finalmente poderá brigar por títulos.

Outro possível candidato ao título inglês é o Chelsea, que agora conta com a sensação belga Eden Hazard e o jovem meia criador brasileiro, Oscar. Após várias temporadas de destaque no futebol francês, Hazard chega no Chelsea para provar de vez o seu nível. O jovem e habilidoso ponta será titular absoluto no time de Roberto Di Matteo. Com toda sua velocidade, poder de criação e finalização, Hazard com certeza será um destaque positivo nessa temporada. Já Oscar pode levar um pouco mais de tempo para destacar-se e acostumar-se com o forte ritmo inglês. Entrando aos poucos e se entrosando com os companheiros, logo pode assumir uma vaga no meio campo dos Blues. Seu refinado toque de bola e visão de jogo deverá render muitas assistências para o meia brasileiro. Fernando Torres agradece, e muito, a chegada desses dois novos jogadores. Não vão faltar chances criadas para o espanhol fazer muitos e muitos gols.

Outro clube londrino que se reforçou bem foi o Tottenham Hotspur. Apesar da perda de Luka Modric para o futebol espanhol, o clube londrino fez bom uso do dinheiro recebido na venda do croata. Os Spurs acertaram com o ótimo goleiro francês Hugo Lloris, capitão da seleção francesa e destaque no Lyon por várias temporadas. Lloris deve tomar a vaga do experiente Brad Friedel em breve. Também para o setor defensivo, veio o zagueiro belga Jan Vertonghen. Um ótimo zagueiro, que veio por um valor baixo, tenho em vista sua qualidade. Vertonghen é canhoto, tem uma saída de bola boa, bate bem para o gol e por vezes sobe ao ataque, em jogadas de toque rápido. Definitivamente se destacará na Premier League. O principal rival dos Spurs, o Arsenal, perderam seu principal jogador em Robin van Persie, mas conseguiram “repor” sua falta com a chegada de Lukas Podolski e Santi Cazorla. O canhoto alemão deve ser a principal referência ofensiva dos Gunners e deve formar uma boa dupla com o espanhol Cazorla. Duas contratações que não receberam tanto destaque, mas que devem fazer sucesso na Inglaterra.

Os gigantes espanhóis não se movimentaram tanto nesta janela. O Real Madrid teve como sua principal contratação a chegada de Luka Modric. O pequeno meia croata forçou a saída do futebol inglês e deve fazer sucesso imediato na Espanha. Seu estilo inteligente, toque de bola curto e eficiente, além de seu alto poder de criação de gols com certeza representarão uma pequena melhora no já ótimo time de Madrid. O Barcelona, principal rival dos Madrilenhos na disputa ao título, reforçaram sua lateral-esquerda com a chegada do espanhol Jordi Alba. O setor que tinha alguns problemas há algum tempo, melhora muito com a chegada de Jordi. Um lateral rápido e ofensivo, com características de jogo que combinam muito com o Barça. Outro que chegou foi Alexander Song, vindo do Arsenal. O volante que tem ótima saída de jogo e chegada ao ataque, é outro que se encaixará perfeitamente no quebra-cabeças do Barcelona. É o estilo perfeito de médio-central para atuar na equipe.

E o PSG ? Os sheiks ficaram loucos! Em uma janela só, acertaram com Ibrahimovic, Lavezzi e Thiago Silva. 3 craques do futebol mundial. O time que já era bom, agora da um salto gigantesco no seu nível e deve almejar sucesso nas competições europeias. O título francês se torna praticamente uma obrigação para Carlo Ancellotti, técnico da equipe. Além da chegada do matador sueco, do habilidoso ponta argentino e do, considerado por muitos, o melhor zagueiro da atualidade, os franceses também acertaram com o ótimo lateral-direito Gregory van der Wiel, que chega para ser titular absoluto no lugar de Jallet. Não bastassem essas contratações, o time de Paris também acertou com o jovem craque do São Paulo, Lucas. O valor ? 108 milhões de reais, algo em torno de 45 milhões de euros. O brasileiro, no entanto, chega ao clube apenas em Janeiro. Totalizando todas as contratações da janela, os franceses gastaram cerca de 148 milhões de euros (cerca de R$ 370 milhões).

Chegamos a Alemanha. O campeão Borussia Dortmund teve como principal reforço a chegada de Marco Reus. O atacante, um dos destaques do futebol alemão na última temporada pelo Borussia Mönchengladbach, repõem a saída de Shinji Kagawa. Ou seja, os atuais campeões da Bundesliga mantém o nível e devem brigar por mais um título alemão nessa temporada. Seu principal rival, os bávaros do Bayern de Munique, tiveram como principal contratação um dos destaques da última Eurocopa, o atacante croata Mario Mandzukic. Jogador forte, com boa velocidade e finalização. Ve para ser titular ao lado de Thomas Muller no ataque da equipe. Para alguns, uma aposta, já que Mandzukic nunca teve ótimas temporadas pelos clubes em que passou anteriormente. Outro que chega é o volante espanhol Javí Martínez, por cerca de 40 milhões de euros. Um ótimo jogador, mas será que vale todo o montante que foi investido em sua contratação ? Ainda assim adicionará muita marcação ao meio de campo do Bayern, além de uma boa saída de bola e ótima visão de jogo.

No futebol italiano, tivemos um mercado pouco movimentado e com a chegada de nomes pouco expressivos. Na Inter, o lateral-esquerdo uruguaio Alvaro Pereira chegou do Porto. Em uma posição bem deficiente e com problemas, Alvaro deve ser a solução instantânea para a Internazionale.  Antonio Cassano trocou o rival Milan pela Inter. Deve ser titular, porém, não deve adicionar tanto a equipe. No entanto, é um bom jogador e só o tempo dirá se foi ou não uma boa contratação. O Milan, por sua vez, trouxe o atacante Pazzini do seu principal rival. Este deve acrescentar mais ao ataque da equipe rubro-negra. Sua habilidade de fazer gols e ótimo posicionamento irá ajudar o fraco ataque do Milan, que contou com a saída de Ibrahimovic e tem o sempre machucado Alexandre Pato como principal nome. Nigel de Jong chegou também para suprir a saída de seu compatriota Mark van Bommel. Volante de muita pegada e raçudo, fará o “serviço sujo” no meio de campo dos italianos.

Para finalizar, duas contratações que chocaram muitas pessoas. Primeiramente, o Zenit contratou o atacante brasileiro Hulk, por um exorbitante valor de 60 milhões de euros. Não bastasse esta loucura, no mesmo dia os russos investiram mais 40 milhões de euros no volante belga Axel Witsel. São bons jogadores ? Sim. Mas a pergunta é: 100 milhões de euros ? Um bom jogador, rápido e forte, porém que só tem perna esquerda. E disputa o fraquíssimo campeonato português. Outro, um volante bom, rápido, com boa chegada ao ataque, porém, é um pouco cabeça quente, temperamental em campo. Também disputa o fraco campeonato português.

Saldo geral do mercado ? Os times ingleses, como sempre, realizando boas compras. Os espanhóis compraram pouco, mas bem. Pouco investimento na Alemanha e na Itália. E os sheiks ? O do PSG ainda tem um pouco de sanidade mental, mas o do Zenit, rapaz…

(Por Matheus Puk).

Procura-se camisa 10 clássico

Desde tempos atrás, sempre fomos exportadores de grandes craques. De todas as posições, de diferentes características, de diferentes temperamentos… E o que não faltam são exemplos.

Mas o que nunca nos faltou foi o camisa 10. O que se diferenciava de todos no meio-de-campo. O que era capaz de colocar a bola embaixo do braço e chamar a responsabilidade pra si, e que em qualquer momento do jogo, em apenas um lance, decidia a partida. Pois é, pelo menos até há pouco tempo. Porque ultimamente, a safra brasileira sofre com a falta do diferenciado.

Um dos primeiros jogadores a vestir a 10 foi Jair Rosa Pinto. O ponta foi o primeiro a vestir a camisa 10 do Brasil em uma Copa do Mundo, e mesmo sendo um jogador que atuasse em um setor que não se costumava jogar o cerebral, se destacou pela inteligência dentro de jogo.

Oito anos depois, vinha o mais famoso de todos os tempos. Na Copa da Suécia em 1958, por um acaso, para Édson Arantes do Nascimento caiu a camisa 10. E não poderia ter melhor para vesti-la. Completo, aliava todas as habilidades de um craque. Não necessita de mais apresentações.

E foi começando a partir desta época e destes jogadores, que vários outros craques
começaram a surgir no setor. Uma prova disso é que no tri de 70, o velho Lobo Zagallo,
montou seu setor ofensivo com 5 camisas 10: Gérson, Pelé, Rivelino, Tostão e Jairzinho.

Além destes, e passando pelos anos 70 e 80, Ademir da Guia, Paulo César Carpegiani, Dirceu Lopes, Zico e Dr. Sócrates eram outros jogadores de extrema classe no setor.

Mas especialmente na seleção brasileira, na Copa do Mundo de 1990, o camisa 10 começou a faltar. Na seleção de Lazaroni, além do ‘’estranho’’ 3-5-2, nunca adotado antes no Brasil, a ausência do armador foi uma questão relevante que se mostrou extremamente decisiva, visto que na copa a criação foi a maior carência.

4 anos passados, e o Brasil ganhava mais um Copa. Após 24 anos sem título, o chute de Baggio deu o tetra à seleção. Mas ainda na escalação, a falta do 10 ainda existia. Parreira levou o bi-campeão da América e mundial, Raí, mas não conseguiu ir bem. Mesmo tendo êxito no Mundial, a seleção ficou conhecida também pelo pragmatismo no seu estilo, tendo o decisivo Romário no ataque.

Já em 1998, Rivaldo completou o setor. Rei em Barcelona, eleito o melhor jogador do mundo, junto com Bebeto e Ronaldo levaram a seleção até a final contra a França até o fatídico 3×0 com show de Zinedine Zidane.

Com Felipão, em 2002, o 3-5-2 voltou. Mas diferentemente com Lazaroni, o esquema teve mais mobilidade no meio-de-campo. E isso ajudou muito o único meio-campista de criação dentre os 5 no setor, Ronaldinho Gaúcho, que também tinha uma bela visão de jogo, mas se destaca mais pelo drible, ginga e velocidade.

E a partir desta época, os 10’s ficaram cada vez mais escassos. O futebol brasileiro ficou
muito mais corrido do que pensado o que influenciou diretamente nos desempenhos de copa do mundo. E sendo assim, o que exportávamos, começamos a comprar. Então, os clubes braisleiros começaram a ir atrás de jogadores deste tipo na Argentina, Uruguai, Chile e pelos outros países.

Petkovic, Valdivia, Montillo, Conca e D’Alessandro foram vistos como alternativa para suprir o que já fomos referência décadas atrás.

Ganso e Oscar surgiram como promessas para suprir o vácuo. Será que surgem mais?

(Por Gustavo Dias).