Respeitem o futebol e suas variadas formas de joga-lo

Olá, caros! Ontem tive problemas de conectividade e não consegui enviar o texto. Sendo assim, passamos para hoje.

Pois bem, vamos falar de futebol?

Alguns surtos tomaram conta do futebol mundial nos últimos tempos. Inclusive alguns treinadores idealistas demais aderiram ao “futebol do momento”.
Recentemente, Pep Guardiola, sua comissão técnica e jogadores fizeram um dos melhores e mais belos times de futebol dos últimos 40 anos. Um Barcelona que jogava o fino da bola. A espinha dorsal do time tinha na defesa a estatura e o ótimo posicionamento de Piqué e a liderança de Carles Puyol; um meio campo formado por, talvez, os melhores jogadores da posição: Xavi e Iniesta. Além da referência ofensiva total e concentrada em Lionel Messi, melhor jogador do século.
Sem contar com Abidal e Daniel Alves servindo como suportes para a manutenção da posse de bola, a aplicação tática e bom passe de Busquets e, na parte terminal, David Villa e Pedro, pontuais jogadores para o esquema catalão.

Tudo isso pra dizer que o foco do post não é o Barcelona.

Sim, esse time foi campeão da Liga dos Campeões por 2 vezes em 4 anos. E vocês lembram pra quais times e sistemas de jogo que esse espetacular time perdeu seu reinado? Pois é, a escorraçada e mal vista retranca. Mas esperem. Quem disse que o futebol do Barcelona é o certo e os de Internazionale e Chelsea são errados? É futebol ou teatro? Enfim, o futebol é o que é não só pelo futebol do Barcelona. Mas também pela inovação tática (ainda na década de 70) feita por Rinus Michels e sua laranja mecânica. Indo mais longe, pelo gênio Karl Rappan e seu ferrolho suiço, em 1938. E por que não falar dos campeões da europa Internazionale e Chelsea? O sistema de jogo e aplicação tática de ambos foram tão eficientes e campeões quanto o do mágico Barcelona. Quem não se impressionou com Eto’o virando lateral esquerdo numa semi final de Liga dos campeões é porque não gosta de futebol, gosta de ballet.

O futebol é muito maior do que o “jogo bonito” ou “jogo feio”. A Holanda de 74 vencendo por 5-0 um jogo com 11 jogadores pressionando e marcando na área adversária e tendo 80% de posse de bola é tão mágico quanto o Sunderland, jogando com 11 jogadores na linha da grande área defensiva e vencendo o Manchester United, em Old Trafford, por 0-1, com gol contra. Qual a diferença? Ambos venceram e fizemos o objetivo do jogo: ganhar.

Isso é o futebol, amigos.

Jornalistas, treinadores e principalmente jogadores preguiçosos devem respeitar o maior evento do mundo. O jornalista precisa entender que não precisa um jogo ter o placar de 4-4 pra ser bom. O treinador deve saber que ele não tem uma máquina de gols na mão, tem um grupo de jogadores que precisa ser encaixado conforme o perfil de seus melhores atletas. O jornalista precisa saber que o Atlético Goianiense não é o Real Madrid, e por isso não joga com linha de 4 ofensiva. O jogador tem que ter a mínima noção tática. Ele precisa marcar e ocupar espaço em campo, mesmo sendo atacante.

O esporte mais fascinante do mundo precisa ser mais respeitado, principalmente pelos que “o amam”. Precisamos pensar se realmente gostamos de futebol. Talvez grande parte da população prefira um teatro, em londres, onde tudo é bonito e bem visto.

Eu acho que prefiro o futebol.

(Por Edilson Salgueiro Júnior).

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