Onde pode chegar o “pobre” Málaga?

Manuel Pellegrini, técnico do Málaga

Era um time médio, simpático e que vivia de altos e baixos. Até o xeque Abdul-lah bin Nasser Al Thani comprar e resolver investir no clube. Nada de promessas irreais, pensamentos absurdos e muito menos gastos abusivos. Tudo parecia caminhar lentamente e de forma adequada, poucos erros e muitos acertos na gestão do árabe.
Em sua primeira temporada como dono do clube, o xeque fez somente uma contratação pontual, mas sem alarde, devido ao pouco tempo que teve para montar o elenco. E claro, sem contar na dificuldade que o Málaga encontrou pra tirar jogadores de nível dos grandes clubes europeus. O meia atacante Júlio Baptista, que estava na Roma, chegou pra ajudar o novo milionário do futebol. Manuel Pellegrini, que já estava no comando antes da chegada do novo dono, foi mantido no cargo e conseguiu livrar o clube do rebaixamento, o que parecia inevitável.

Já em 2011, com crédito e confiança do xeque, Pellegrini recebeu seus “presentes”. Demichelis (Bayern), Toulalan (Lyon), Van Nistelrooy e Mathijsen (Hamburgo), Sergio Sánchez (Sevilla), Joaquín e Isco (Valencia), Buonanotte (River Plate) e Monreal (Osasuna) se juntaram ao clube. Além de Santi Cazorla, principal contratação do clube e pedido especial do treinador.
Um começo turbulento e natural, time se entrosando, algumas lesões e o Málaga transitava, vez outra, entre zona de Europa League e meio de classificação. Porém, nunca foi escondido que a meta do time era participar da Champions League. E conseguiram. Pellegrini conseguiu encaixar suas melhores peças no sistema tático e o Málaga acabou a temporada na 4ª colocação da Liga BBVA, tendo feito 38 jogos, 17 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. Ainda desbancou o futuro campeão da Europa League (Atlético de Madrid) e o regular Levante.

Era o começo da ascensão, tudo parecia caminhar bem. A temporada era de afirmação. Começa a temporada e… “boom”. Acabou o dinheiro! O xeque coloca o clube à venda, os recursos diminuem e o Málaga fica sem opções.

Começa 2012. Chegam ao clube Saviola, Roque Santa Cruz, Iturra e Onyewu. Pra quem queria ser um dos melhores clubes da Europa, contratar refugos “quase” sem opção de mercado não é uma boa saída, certo? Nem tanto.

Saviola agregou e muito ao bom e rápido time que tem o Málaga; Isco tem feito excepcionais partidas; Demichelis é a segurança defensiva, Eliseu está em grande fase e Joaquín é consagrado. O time está invicto na Liga BBVA, com 6 jogos, 4 vitórias e 2 empates. Sofreu somente 2 gols. Na liga dos campeões são 2 massacres, ambos por 3-0, sobre Zenit (que se reforçou bem para a atual temporada) e Anderlecht, fora.

Seria pleonasmo dizer que o Málaga é a surpresa da temporada européia. E seria desrespeito não olhar esse time com carinho. Esse começo de temporada é digno e empolgante, devido às dificuldades que o clube passou.

A pergunta é: Onde pode e deve chegar esse Málaga?

 

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