Placares “injustos”: Definem campeonato?

Fragmento de uma publicação no site do São Paulo, pós-clássico contra o Corinthians, em 2011. Aos olhos tricolores, o resultado foi “injusto”, pois a equipe tricolor paulista teve mais intensidade e chances de tirar o escore do zero. Entretanto, a partida foi encerrada com o placar intácto.

Quem está acompanhando o Teoria FC, certamente já leu a matéria sobre as “zebras” do futebol. No final da mesma, foi comentado um outro assunto, que, assim como as “zebras”, o público futebolístico também acha que é um fator determinante para o resultado final de um campeonato: os resultados “injustos”. Mas… Será mesmo?

A seguir, o TFC explicará se realmente os escores que, ao ver dos espectadores, não são justos, podem definir um campeonato.

Primeiramente, vamos analisar o significado de “placares “injustos””.

Placares “injustos” são todos os resultados que não condizem com o jogo. Por exemplo: seu time teve 80% de posse de bola durante a partida, passou 70% do tempo pressionando, na zona defensiva do adversário, empilhou chutes a gol, escanteios, faltas perigosas, enfim, jogou muito melhor, ou pelo menos teve muito mais oportunidade de fazer gol do que o adversário, e, no final do jogo, o placar foi de 0x0. Mesmo sendo um time muito intenso durante quase toda duração da partida, o seu time não foi efetivo no ataque, não conseguiu a vitória, e, portanto, foi um placar que não correspondeu com o andamento do jogo.

Agora, será que esses escores finais que não condizem com o resultado do jogo, tem o poder de definir um campeonato? Ao contrário das “zebras”, os resultados “injustos” definem campeonato sim.

Conforme o abordado e comprovado, as “zebras” acontecem com todos os times durante um campeonato, principalmente de pontos corridos. Outra comprovação do fato: o Fluminense, atual líder do Brasileirão, perdeu em casa pro último colocado do campeonato, e também empatou com o Figueirense por 2×2, mesmo tendo aberto 2×0, e, mesmo assim, o tricolor carioca segue líder isolado da competição.

Numa analogia estatística, as “zebras” são resultados “injustos” ao ver das estatísticas e histórico recente de antes pré-partida (qual equipe vem melhor, qual equipe joga em casa, etc). Os resultados “injustos” de fato, são os resultados que não corresponderam com as estatísticas pós-jogo (chutes a gol, maior posse de bola, maior tempo no campo defensivo do adversário, etc).

O fato é que os resultados “injustos” não acontecem com todos os times, e sim com os menos eficientes ofensivamente. Peguemos o exemplo do Fluminense novamente: é um time que, mesmo quando não joga tão bem, consegue ser efetivo, marcando pelo menos um gol na partida, como tem acontecido desde a 14ª rodada, concluindo então, que o time do Rio praticamente não “sofre” resultados “injustos”, e sim “aplica” esses resultados em outros times.

Tendo em vista essa análise, como os resultados “injustos” aparecem apenas para os times menos efetivos ofensivamente, pois num campeonato de pontos corridos só pontua bem quem faz gols, esses placares que não correspondem com o andamento do jogo influenciam no resultado do campeonato, pelo simples fato de que por mais “injusto” que seja, o time “injustiçado” deixa de somar três pontos na tabela.

(Por Gustavo.)

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